Parte 2 - Outras histórias acontecendo.



 Anita chora do lado do caixão do corpo de Ricardo, com sua mãe, Flávia do lado. Flávia chorava e falava:
   - Eu não sei o que é que vou fazer. Como vamos viver Anita? Seu pai que sustentava agente. E sua faculdade?
   - Calma mãe. Nos vamos dar um jeito.
  E de repente em meio aos familiares surge Adalto e Aldo que se aproxima com humildade e respeito.
   Adalto se aproxima e beija Anita e fala:
   - Meu amor. O seu Geraldo enviou um dos seus funcionários para dar os pesames a família.
   Anita olha estranhando para o homem. E fala:
   - Cadê a Abigail?
   - Ela vai vir mais tarde dona Anita. A empresa está um pouco bagunçada. Chegou uma esposa do nosso patrão que muitos nem sabiam que existia. Tivemos que modificar a rotina da empresa, e sua irmã como secretária pessoal do seu Geraldo, acabou ficando com o serviço mais dificil. Mas ela virá assim que liberar.
   Flávia chorando se vira para Aldo falando:
   - Seu patrão não tem coração não? O pai morto e a menina tem que ficar lá trabalhando?
   - Calma dona Flávia. – Diz Adalto tentando acalmar a sogra.
   - Não é bem assim dona Flávia. O seu Geraldo liberou ela. Mas… - Diz Aldo sem jeito.
   - Nos entendemos muito bem moço. – Diz Anita nervosa. – Nos conhecemos muito bem a Abigail. Desde que começou a trabalhar nesse emprego…
  - Está melhor assim minha filha. – Diz Flávia se distraindo um pouco. – Estava pior antes de arrumar esse emprego.
  - Como assim antes? – Pergunta Aldo curioso.
  - Ela estava mechendo com algumas coisas estranhas. – Diz Anita abraçando a mãe. Flávia continua.
  - Ela estava com amizades que mechiam com mágia negra. Essas coisas.
  - A Abigail, mechendo com mágia negra? – Pergunta assustado Aldo.
  - Pensamos que esse emprego ia ser uma benção. Mas desde que começou a trabalhar com vocês. – Diz Anita nervosa. – Que não pensa em outra coisa. Nem vem ver mais agente.
  - Quem sabe se você for falar com ela Anita. Ela não larga esse serviço e vem. – Diz Adalto para namorada. – Sua mãe precisa dela. – Completa ele cochichando no ouvido dela.
  - Exatamente. – Diz Anita. – Eu vou. Adalto, você fica, tenta fazer minha mãe almoçar. Eu pego um onibus e vou falar com ela.
  - Que isso? – Diz Aldo constrangido. – Eu levo você.
  Ela olha assustada para ele. E fala:
  - Eu aceito moço. Que onibus uma hora dessas é lotado.
 
  De dentro do carro Marcelo olha para o carro de esposa parando de frente a entrada de um condomínio. Ele suga pelo canudo, as últimas gotas de refrigerante do copo, do lanche que ele comprou na estrada. Seguiu a mulher até Goiânia. E o surpreendeu parando no condominio Jardins Madri.
   Rafaela desce do carro, e desce o filho também. Ela dirigiu mais de quatro horas, mas tinha encontrado o endereço que tinha escrito nos documentos que tinha pego com o investigador. A amante de seu marido morava ali. Ela caminha até o segurança.
   Rafaela tinha os olhos estavam chorosos ao olhar para o segurança. Em uma mão segurava o embrulho com os dados da amante de seu marido, e no outro a mão de seu filho. O segurança, Mário, olha para aquela moça se encaminhando sabendo que viria problemas. Na verdade o dia inteiro tinha tido esse pressentimento. E Mário não costuma se enganar com seus sentimentos.
   Rafaela ao se aproximar respira fundo e fala:
   - Moço, eu preciso falar com Amanda Epifania Maldonato. Ela trabalha e mora nesse condomínio.
   - Olha dona, você é alguma famíliar, ou parente?
   Rafaela abaixa o olhar com tristeza.
    - Não senhor.
    - Ela está lhe esperando? – Pelo olhos baixos da moça, ele mesmo responde. – Acho que não, não é?
    Rafaela levanta o olhar.
    - Moço, é muito importante. Eu preciso falar com ela.
    - O sol está quente moça. Porque não pega seu filho e vão tomar um sorvete.
    Rafaela começa a deixar lágrimas caírem dos olhos.
    - Moço, por favor. Você não entende. 
    Marcelo de seu carro falava ao telefone vendo a esposa.
    - Você não vai acreditar aonde é que deu o endereço da Amanda... A, você sabe?... E quando iria pensar em... desculpe... Tá eu vou tentar acalmar ela.
     Ele desliga o telefone e sai do carro e se aproxima da entrada do condomínio também. Rafaela ao vê-lo de inicio vira a cara envergonhada. O menino rindo fala:
   - Mãe, olha o papai.
   Ela se vira para ele com o rosto já inchado, com raiva.
   - O que está fazendo aqui Marcelo?
   - Estranho, eu ia fazer justamente essa pergunta para você. Mas eu sei. – Diz ele olhando para o embrulho de papel castanho nas mãos da esposa. Rafaela olha assustada para o embrulho e o taca em Marcelo nervosa.
   - Sabe Marcelo? Você sabe? Como pode? – Diz ela indo para cima do marido o batendo no peito com os punhos de força frágil por causa do desespero. O menino assustado vai andando para trás e o segurança o segura com carinho e fala:
   - Ei gente. Calma. O filho de vocês.
   Marcelo segura as mãos de Rafaela e olha firme nos olhos dela:
   - Não é isso que você está pensando Rafaela.
   - Não é? Como não é? Ainda vai negar? Eu te segui até seu detetive particular, sei que você estava atrás dessa vagabunda. Você a ama tanto que não suportou um pé na bunda que ela te deu. Queria vir atrás dela. Fala na minha cara que é mentira Marcelo! – Ela fala nervosa. Mas logo frágil implora. – Fala para mim que eu estou enganada!
   Ele abraça a mulher e ela chora no seu ombro.
   - As coisas não são assim.
   Ela ainda chorando em seu ombro ela fala:
   - Você falava que ia trabalhar e ia se encontrar com ela. Como pode?
   - Querida, você é a única para mim. A Amanda era o meu trabalho.
   - O que? – Diz ela horrorizada para o marido. – Você era gigolô?
   O segurança faz uma careta assustado olhando para a cena e segurando Rafael.
    - Não querida. Eu trabalho a quinze anos com o povo que mora nesse condomínio. No inicio era para Beatriz Abner. Ela me contratou para vigiar essa moça, a Amanda.
   - E você vigiava ela muito bem. Não é seu cafajeste. – Diz Rafaela nervosa e batendo de novo nele.
   Marcelo fecha os olhos envergonhado.
   - As coisas são bem mais sérias do que você acha Rafaela. Essa organização que trabalho, não é uma empresa comum. E tive que fazer coisas que não me orgulho para cumprir minha missão.
   - Missão? – Pergunta Rafaela assustada agora.
  Em meio a emoção Rafaela nem percebe que um carro para do lado deles. É um taxi. E uma mulher muito elegante , abaixa o vidro, e fala para Rafaela do banco de trás.
   - Porque você não entra dentro do carro e continuamos a conversa na minha casa.
   Era Angélica e do seu lado Geraldo, que olhava assustado para ela.
    - O que é isso Angélica? Quem são eles?
    - Tudo vai ser explicado Geraldo. – Diz ela com cara confiante para Geraldo. – Assim que a mocinha entrar no carro, junto do seu marido e seu filho.
    Rafaela fica apreensiva, mas a curiosidade de onde estava se metendo era maior. Rafaela entra dentro do carro apreensiva. E quando Marcelo vai entrar no banco do lado do motorista, ele cumprimenta Angélica de forma especial:
    - Senhora Angélica. Obrigado por vir rápida.
    O taxista olha estranhando para os três novos passageiros. Angélica sorrindo para Mário e fala:
   - Como vai Mário?
   - Bem dona Angélica.
    Ele aperta um botão e as grandes portas do condomínio se abrem. Geraldo estranha mais uma vez.
   - Como que o Mário te conhece? Ele só tem cinco meses que começou a trabalhar aqui.
   - Estou mais presente do que você imagina Geraldo querido. – Diz ela abrindo sorrindo. – Agora vamos, que temos pouco tempo.
    - Pouco tempo para o que? – Pergunta Rafaela assustada.
    - Para impedir minha sogrinha de fazer algo horrível. Toca o taxi moço.

    O taxi entra no condomínio de luxo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário