Parte 2 - Caminhando para os sacrificios.

2011

  Numa sala branca, estreita, aonde só tinha um cadeira e uma mesa colegial, uma moça faz uma prova. Era Amanda que se esforçava. Quando Acidalia entra pela única sala do comodo. E fala:
   - O tempo acabou.
   Acidalia se vira nervosa falando:
  - Não moça, só mais um tempinho. Eu preciso muito desse emprego.
  - Me desculpe senhora Amanda, mas é o mesmo tempo para todos. -  Ela pega a folha e sai do pequeno comodo. Amanda vai atrás.
   A sala aonde estavam era um galpão enorme, aonde vários pequenos cubiculos serviam para as provas preparatórias para admissão na empresa Abner’s. Na frente de todos os cubiculos uma mesa aonde Acidalia ficava, e lá um telefone tinha.
   Acidalia olha a prova da ultima concorrente e vê que quase ficou em branco todas as questões e já se vira para falar para Amanda:
   - Você foi a ultima terminar a prova e não respondeu quase nenhuma questão? Eu acho…- De repente o telefone toca e meio a cara de desespero da mulher.
   Acidalia atende o telefone:
   - Oi? Sim?  Ela não acertou nenhum… - Acidalia abaixa a cabeça e fala: - Sim senhora.
  Acidalia tampa  o telefone com as mãos e se vira para Amanda:
  - Bem vinda a nossa empresa. Uma pessoa deseja falar com você.
  Amanda pega o telefone estranhando e coloca no ouvido, a voz firme de Angélicase ouve do outro lado do telefone:
  - Amanda Epifamia Maldonatto.
  - Quem fala?
  - Não importa. Importa que sei que você foi adota. Sei que se juntou com um homem casado. Sei que pegou algo dele. E sei que está querendo trabalhar com Geraldo Abner Balbino para investigar sobre a mãe dele.
 - O que você quer?
 - Quero que divida o que você vai descobrir comigo.

 2015

   Gustavo sempre foi um rapaz muito sério e centrado no seu serviço. Mas infelizmente tantos anos de dedicação não eram nada para Geraldo por causa de um atraso. Sorte a sua que a, até então desconhecida, esposa do seu patrão, o protegeu.  Graças a isso, Gustavo, poderia ter esperança de continuar no seu serviço. Mas ficar sentado no escritório de Adriana, até Angélicae Geraldo voltar de uma reunião pessoal no escritório da empresa, não ia ser legal. Então Adriana, antes de ir verificar os mantimentos na cozinha, deixou que ele ajuda-se a, então usurpadora do seu cargo, Amanda, a limpar o quarto dos patrões.
  Gustavo sobe o elevador da mansão até o terceiro andar, carregando os baldes e panos. Iria começar pelo quarto da grande e falecida matriarca da família. Quando abre a porta do quarto, ele vê Amanda mexendo nas gavetas de um antigo armário de antiguidades, que tinha no quarto da falecida patroa.
   - O que está fazendo?
   Amanda parece apavorada deixando cair pilhas de livros e papeis.
Amanda  olha apavorada para Gustavo. 
- Puta merda!!!
Tinha sido pega no flagra mexendo nas coisas de Beatriz.
- O que você está fazendo? - pergunta Gustavo nervoso. Amanda se levanta deixando vários papeis, pastas e livros antigos cair no chão. Mas ela no meio do medo se lembra de tomar postura e fala nervosa:
- O que "você" está fazendo aqui? Pensei que Adriana tinha te demitido por chegar atrasado.
- Quem vai ser demitida é você por estar fuçando nas coisas da Beatriz.
Gustavo percebe que fez Amanda perceber o tão mau era a situação. 
Ela agora olha apavorada para ele:
- Não Gustavo. Não faz isso comigo. Eu preciso desse emprego.
- Então me esplica oque você quer mexendo das coisas da Beatriz?
Amanda se senta no chão novamente no chão começando a catar a papelada que tinha caido.
 - Está bem eu falo. – Ela olha para ele séria.  – Mas você tem que me jurar que não vai contar para ninguém.
 Gustavo ajuda ela a juntar a papelada, se ajoelhando, com um joelho apenas no chão.
 - Dependendo do que é.
 - Antes de vim trabalhar aqui, acabou caindo nas minhas mãos um docie sobre um projeto que a Beatriz estava trabalhando.
 - Projeto? – Diz ele passando rapidamento os olhos pelas figuras de um dos livros que ele ajudava Amanda a pegar. Era a figura da morte e uma floresta feita de rozeiras.
 - Você não vai acreditar. – Diz Amanda mais para ci do que para Gustavo. – Ela queria abrir um portal para o mundo dos mortos.
  - O que? – Diz ele deixando cair tudo de novo, quando estavam se levantando.
  - Acho que ela queria se encontrar com seu marido, sem precisar ter que morrer. Ela queria unir os dois mundos.  – Diz Amanda em pé, segurando o único livro que conseguiu segurar quando Gustavo deixou cair tudo no chão novamente. Ela mostra a gravura de uma mulher feita de planta.
 - Isso é ridiculo Amanda. A Beatriz era uma mulher séria, jamais iria se envolver com lendas e folclore.
 - Mas ela se envolveu. – Diz Amanda. – Segundo minhas fontes, ela foi até o Peru e pegou uma semente, que é o ingrediente mais importante de um feitiço. Só que o problema é que se esse feitiço der certo, abrirá uma maldição contra o local que esse portal for aberto. – Amanda vira a página do livro mostrando uma floresta de rozeiras cobrindo um vilarejo antigo.
   Gustavo olha estarrecido para Amanda. Ela realmente acredita nisso.
   - Você realmente acredita nisso?
   - Acredito. E temos que achar esse local que foi feito essa magia, para não deixa-la acontecer.
   Gustavo se vira de costas para Amanda, olhando o quarto de Beatriz, como se já estivesse procurando tal local.
   - Mas eu faxino isso aqui a anos Amanda. Tenho certeza que não tem nada de magia nesses lugares, a não ser os livros e artefatos.
   - Será que pode estar na empresa? – Pergunta Amanda com medo.
   - Você precisa contar isso para o seu Geraldo. Ele pode ficar nervos, mas …
   - Ele já sabe e está vindo para cá.
 



  Thiago era motorista a muitos anos. Mas nunca pensou que seu dia ia ser tão movimentado, salvar a vida de uma mulher, e ainda…
   Ele dirigia seu carro pela rodovia, que o movimento almentava, chegando o horário do almoço. Quando recebe um chamado da central.
   - 0050, tem uma chamada no setor Aeroviário.
  - Tá. É aonde? Estou perto.
  - É na empresa Abner’s.
  - Tó indo pra lá.
   Thiago sabia aonde é que era. E se encaminha para lá. Era o shopping de artigos antigos e de luxo. O sonho de sua mulher era comprar qualquer coisa daquele lugar. Só que nem se ele virasse dois meses direto, não conseguiria pagar nem a primeira prestação daquelas peças.
    Logo ele chega na frente da empresa. As portas de vidro da entrada da empresa se abrem para um casal passar. Ele era baixo, barba rala e cabelos começando a ficar calvo. Ela linda, alta, magra, loira, pele bronzeada, e olhos verdes. Eles entram dentro do carro. Era Geraldo e Angelica. 
   Geraldo já entra brigando com sigo mesmo:
   - Quem idéia mais idiota foi essa de mandar o motorista no velório de família de empregado.
   - Foi uma atitude bonita Geraldo. Para de se martirizar. Pela primeira vez eu te vi como nos velhos tempos.
   - Para onde moços? – Diz Thiago acordando os dois, que não estavam num carro com motorista particular.
   - Desculpe, para o Condominio Jardins Madri.
   O carro acelera em meio ao asfalto. Os dois continuam a conversar no banco de trás de seu carro.
   - Você acha mesmo que minha mãe pode ter se envolvido com mágia Angélica.
   - Eu tenho certeza Geraldo. Eu contratei, sem você saber, uma de suas funcionárias para me ajudar a investigar as coisas que sua mãe fez. Só que ela sempre foi muito incompetente. Mas ainda bem que não tinha só ela lá.
   - O que? Você tinha espiões em minha casa.
  - Não eram espiões. Estava apenas querendo saber se sua mãe, chegou mesmo a fazer o feitiço.
   Com certeza essa era a conversa mais estranha que Thiago tinha escultado em toda sua vida em seu taxi.
   - E ela fez?

   - Uma árvore cresceu no seu jardim da noite para o dia. – Diz ela séria. –Acho que isso é realmente um sinal de que alguma coisa está acontecendo.

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