Parte 9 - Abgail, Geraldo, Aldo, Adalto e Aclima

Parte 9 -  Abgail, Geraldo, Aldo, Adalto e Aclima
                14 de março de 2015 – 09:20
    
     A limusine andava pela rua livre, graças a liberação do transito. Aldo dirigia com calma, a mando da chefa Aclima. Abgail sentava na poltrona de frente ao patrão e a patroa que estavam um encarando a janela, vendo a paisagem, a outra olhando firme para o marido.
    - Como você está Geraldo? – Quebra o silêncio Aclima.
    - Porque voltou? – Corta Geraldo demonstrando que estava muito magoado.
    Abigail para disfarçar o constrangimento tira a agenda da bolsa e começa a organizar.
    - Não posso voltar para minha casa depois de uma longa viagem? – Fala Angélicacom um sorriso para disfarçar a tristeza.
   - Vinte anos? Não acha que foi tempo demais?
   Angélicafinalmente desvia o olhar quando Geraldo olha para ela. Ela rindo olha para o teto da limosine falando.
  - Nossa, agente está cada vez mais parecidos com nossos pais.
  - Para de falar isso Aclima! – Grita ele. – Eu não sou meu pai! Você não é minha mãe! Somos agente. Temos vidas diferentes.
  - Eu tive uma vida diferente Geraldo. Eu lutei para isso. Mas você… você continua sendo um homem obsessivo pelo trabalho, frio e que não está nem ai para o sentimento dos outros como o nossos pais eram.
  Geraldo por um segundo olha para sua secretária. Ela estava paralisada olhando para cena, mas ao olhar o olhar do patrão se concentra na sua agenda e fala:
  - Quer que eu desmarque as reuniões para hoje senhor?
  - Não precisa. – Diz Angélicanervosa. Ela se vira para o marido e fala: - Eu voltei apenas por um motivo Geraldo. E você sabe qual é.
  - Não. Eu não sei qual é.
  - Eu te amo.
  Por um segundo Geraldo ficar paralisado diante da surpresa que sua esposa tinha lhe preparado. Ele fica sem palavras e de boca aberta. Abigail chega deixar a agenda cair no chão da limosine.
  - Depois de tanto tempo Aclima? – Fala finalmente recuperando a voz.
  - Porque? Depois de tanto tempo seu sentimento mudou por mim? – Diz ela com voz chorosa e triste.
  - Tantas coisas se passaram. – Diz ele se fechando novamente em si e virando novamente a cara para o vidro. – Você me magoou muito.
  - Você não respondeu minha pergunta Geraldo.  – Diz ela virando o rosto do marido para si.
  - Eu precisava de você em tantos momentos da minha vida. Quando minha mãe morreu…
  - Sua mãe foi a única pessoa que me ajudou nos momentos mais dificeis. E ela foi a única que entendeu o que eu fiz. E ela entenderia porque não pude vir no velório dela.
  - Mamãe que sempre foi a grande lider da minha empresa. Sofri muito com a perda dela. E você não esteve aqui.
 De repente a limosine para e todos se viram para a porta que Aldo abre. E quando Abigail se vê quem está do lado de fora da empresa ela solta um berro nada normal do que é conveniente a sua personalidade.
  - Adauto?
  Todos saem da limosine estranhando o motoqueiro que estava diante do enorme shopping de produtos antigos de Goiás.
   - O que você faz aqui?
   Ele estava apreensivo. Geraldo e Angélicavendo que o rapaz não estava bem ficam a espera curiosos para o que ele tem a dizer.
   Abigail não deixando ele falar se vira para o patrão se vira para o  patrão e fala toda sentida.
   - Me perdoe seu Geraldo, eu não sei o que deu na cabeça do meu cunhado de aparecer aqui.
   - Pode ser algo sério Abigail. Esculta o rapaz! – Diz Geraldo.
   - É algo sério Abigail. – Diz finalmente Adauto respirando fundo. – Seus pais e sua irmã sofreu um acidente grave de carro. Seu pai ficou preso no carro. Ele morreu Abigail. Sua mãe está no hospital, está em estado de choque. Sua irmã precisa de você para cuidar das coisas do enterro. Tentamos te ligar a manhã toda.
   Todos olham para Abigail a espera de alguma atitude. Mas ele por um segundo fica chocada com a noticia, e parece que vai se romper em prantos. Mas ela abre um sorriso constrangido, alisa a saia, ageita a camisa que vestia e fala para o cunhado com toda calma.
    - Eu… não poderei ir agora Adauto. Por favor, me manda uma mensagem aonde que vai ser o velório e o horária que farei o possivel para ir.
    Adauto fica assustado diante da forma que Abigail trata a situação e fala aos berros.
   - Você ouviu o que eu te falei? Não é um qualquer que morreu não. É seu pai.
   - Não poderei me ausentar agora Adauto. Meu patrão precisa que eu cancele todas as reuniões de hoje. E isso vai demandar tempo.
   - Não precisa Abiga… - Diz Geraldo, mas é enterrompido pela voz tentada ser controlada de Abigail, mas quase esterica.
  - Eu faço questão senhor Geraldo. Eu vou assim que conseguir ligar para todos os comerciantes.
  - O que você é? Tem coração de pedra? – Grita o cunhado nervoso. – Sua irmã precisou tanto de você para ajudar a levar seus pais aos médicos e exames. E você sempre jogou eles nas costas dela. Agora ela precisa muito de você. Mas já vi que ela não pode contar com nada que venha de você. A Anita não tem uma irmã. Tem uma pedra.
  Finalmente Abigail se desiquilibra e grita também nervosa.
   - Eu já falei que eu vou ir depois. Porque não pega todo o rancor e a inveja que vocês tem de mim, e vai cuidar de quem realmente precisa. Minha mãe. Eu tenho que trabalhar.

   Ela sai, na frente até dos proprios patrões. Adauto pega a moto e sai correndo. Geraldo e Angélicaassustados entram no grande prédio de produtos antigos. E se assustam quando veem que Abigail está sentada em sua mesa já mechendo no computador como se nada tivesse acontecido. 

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