Parte
5 – Ricardo, Adão, Adão e Thatyane
14 de março de 2015 – 08:50
Ricardo abre os olhos. Estava dentro do
carro. Estavam jogando água nele.
- Ei!
A água se sessa. Ele se lembra do que tinha
acontecido. Seu carro tinha capotado com a esposa e a filha, graças a um
irresponsável que tinha fugido após ver o que fez, deixando até o próprio
carro. Mas o que estava acontecendo? Ele ainda estava no carro. E seu carro
estava ainda capotado e todo preto. Um cheiro de carne queimada. Será que estou
ferido?
De repente uma voz se ouviu.
- Ei amigo! É melhor você sair dai.
Ricardo olha assustado para quem lhe falava.
Era um homem de rosto gordo, que se abaixava pela janela para falar com ele.
Ele continua a falar:
- Eles apagaram o fogo. E a pericia já foi
feita. Vão tirar o carro dai agorinha.
Ricardo não espera entender o que estava
acontecendo já sai de dentro do carro capotado. E vê várias pessoas olhando
para o carro. Entre essas pessoas, a maioria para seu estranhamento parecia que
estavam fantasiados com várias roupas de épocas diferentes. Seu amigo que o
ajudava a sair do carro estava usando até terno e gravata, como os homens do
século passado.
- O que aconteceu?
Ricardo se vira é vê bombeiros e
ambulâncias.
- Cadê minha mulher, e a Anita? Minha mulher
e minha filha estavam comigo no carro. Elas estão bem?
- Elas estão. – Diz o homem meio que rindo e
puxando ele para junto da multidão e para longe do carro que estava sendo
arrastado por um guincho após ser desvirado. – Você que não está.
Ricardo olha rapidamente para seus braços e
toca seu abdomem e suas pernas.
- Não graças a Deus estou bem. Não sofri nem
um ferimento grave. Mas e minha esposa e minha filha?
Uma senhora que vestia uma vestidão rodado
de época fala:
- O senhor não está bem coisa nenhuma. Foi
tostado dentro daquele carro.
- Não. Eu estou bem. Sai ileso graças a
Deus.
- Não moço. O senhor morreu. – Diz o
primeiro.
Ricardo ri falando.
- Não. Eu estou bem. Não morri. – Ele logo vê
que os “fantasiados” olhavam para ele. Mas algumas pessoas olhavam era para o
carro. Ricardo ri e fala: - Mas eu não estou vendo os anjos. São vocês? Vocês
que vão me levar para o paraiso?
- Não moço.
- Então vão me levar para o inferno? – Diz
ele de repente apavorado.
-Não senhor. – Diz o homem. – Não tem nada
disso. Isso é só invenção de alguém para apavorar as pessoas para não fazer
coisas erradas na terra. A verdade é
essa. Nos continuamos vivendo aqui na Terra, do mesmo jeito. Quer dizer. Meio
diferente porque continuamos a conviver
com todos que morreram. E os vivos não nos veem.
- Meu Deus. E agora? O que eu faço?
- Seus familiares já devem estar chegando.
Eles costumam acompanhar a vida dos vivos.
- Já que não tem nada pra fazer depois de
morto. –Acrescente a velhinha.
-
Meu pai e minha mãe, vocês falam? Eles vem me buscar?
-
Claro. Se eles já tiverem morrido. Ali? Não são eles?
Ricardo vê um carro chegando no meio da
estrada, no meio de vários carros.
- Eles tem carro? Como?
- Temos televisão, carro, moto. Tudo que os
vivos tem. Carros, motos e tvs que estragam.
De repente um casal sai de um dos carros. A
mulher ainda nova e o homem mais velho.
- Ricardo meu filho! – Grita a mãe correndo e
abraçando o filho na frente. O pai rindo vê a cena e vai para o meio do abraço
depois.
- Eu não acredito. São vocês mesmos. – Diz Ricardo
com lagrimas no rosto.
- Até mais amigo. – Diz o homem que ajudou Ricardo.
Ricardo se desvencilha do abraço e fala:
- Qual é o seu nome amigo.
- Adão.
- Obrigado por me apresentar esse mundo novo Adão.
Sou Ricardo.
- Boa sorte Ricardo. Agente se vê por ai.
Ricardo acompanha os pais para dentro do
carro.
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