Parte
5 – Amanda, Aldo e Geraldo
14
de março de 2015 – 07:00
Amanda caminha pelo grande corredor até a
porta do quarto de Geraldo acompanhada de Aldo e com um carrinho pequeno aonde
continha o café da manhã. Eles param na porta do quarto deles e Amanda fala.
- Obrigada Aldo, por me mostrar o caminho.
Jamais acharia a porta do quarto dele nessa mansão enorme. E nem acharia o
próprio Geraldo. Porque nem foto ele tem nesse casarão.
- Ele não gosta Amanda, nem que tirem fotos
dele, e nem da mulher. Ele é um sujeito muito difícil. Não gosta nem de foto,
nem de celular, nem de nenhuma tecnologia. Até a mulher dele fugiu dessas
loucuras deles.
- Ele é casado? Nunca nem ouvi ninguém
comentando. – Diz ela assombrada.
- Ele é muito calado. E poucas pessoas
sabem. Se abrem apenas com pessoas mais surpreendente possíveis. Como um reles
motorista. Agora vai. Serve ele, e não abra a boca para ninguém sobre o que eu
te falei.
Amanda entra no quarto e vê apavorada com o luxo que tinha o quarto.
Deixa a bandeja no meio do quarto e olha em volta. O teto muito alto, com outro
lustre enorme de cristal, a cama talhada na madeira com desenhos lindos de
casais se amando, lençóis finos. E para o apavoramento de Amanda o patrão não
estava na cama.
Quando ela se vira para a porta do banheiro,
ela vê com pavor Geraldo completamente pelado. Ele também se assusta e tapa
logo sua vergonha com a toalha que usava para secar os cabelos.
- O meu Deus! Quem é você?
Amanda olha esbabacada para o objeto de Geraldo,
que ele tentava tampar com a mão, já que a toalha tinha caído no chão. Amanda
com os olhos esbugalhados solta logo:
- Puta merda!
O patrão logo se tampa e vai escondido até a
cama se meter nos lençóis de novo. E já recuperada de seu hipnotismo Amanda
fala:
- Olha senhor. O senhor vai me desculpar, mas
não tinha como eu saber que uma merda dessas ia acontecer.
- Quem é você? E cadê o Gustavo?
- Ele vai se atrasar. E me colocaram no lugar
para servir... – Diz ela batendo com a mão na bandeja de comida e fazendo ela
balançar um pouco. Dando forte efeito de que a surpresa ainda não tinha
passado. – Me desculpa senhor. Olha eu peço para vir outra pessoa no meu lugar.
- Não. – Diz Geraldo abrindo um sorriso
deitado na cama. Amanda se vira. – Me desculpe eu. Tenho esse forte abito de
sair pelado do banheiro. Sei que tenho funcionários que entram aqui a todo
momento. É que é mais comum funcionários homem entrar. Ou o Gustavo ou o Aldo.
E eles não se importam com isso já que são homens. Mas espero que o susto tenha
passado. – Diz ele rindo. Amanda se vira mais confiante para levar a bandeja
até ele.
- Mas não vai pensar nada de errado de mim
não. Eu não tó acostumada a ver uma jeba dessa todo dia não.
- Uma o quê? – Diz ele rindo e pegando um
prato com pedaço de bolo de cima da bandeja. – Eu nunca ouvi falar assim disso
em toda minha vida.
- E não fiquei vermelha porque já fui casada
por muitos anos. Sei como é que é a vida. – Diz ela sendo sincera e olhando no
olho do homem que olha admirado para aquilo.
- E como é a vida menina?
Por um segundo Amanda fica vermelha e abaixa a
cabeça, mas logo levando com um sorriso bobo no rosto.
- O senhor faz cada pergunta. Como sua comida ai. Que eu tenho que limpar
esse quarto.
Enquanto ele comia ele olhava para a moça
passando pano na mesinha e na poltrona de couro branco que tinha no quarto.
- É sério menina. Preciso conhecer a vida
melhor. E se já foi casada pode dar alguns conselhos bons como não acabar com o
meu casamento.
- Eu nem sabia que o senhor era casado. E
meu nome não é menina. Sou muito mais velha do que pareço. Meu nome é Amanda.
- Então dona Amanda. Vai dar alguns conselhos
conjugais para mim e minha esposa? Sim ou nãow
- Eu só tô aqui hoje seu Geraldo. Amanhã
volto a limpar as escadas como sempre fiz, a três anos. Nem vamos nos ver mais.
- Acho que isso é eu que decido dona Amanda.
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