Parte 2 – Abigail e Adriana

Parte 2 – Abigail e Adriana
14 de março de 2015 – 06:30

  Em uma manção muito chique e elegante, em um dos escritórios, uma mulher muito chique e elegante entra ao lado de Abigail. Elas duas se sentam. Abigail numa cadeira na frente da mesa, e Adriana atrás da mesa, como gerente do escritório.
  - O que queria falar comigo Abigail?
  - Sei como o senhor Geraldo Abner não gosta que nos metemos nas escolhas deles.
  - Sim. Sabe que ele muito exigente. Se não for o que ele quer é rua. Oferecemos o melhor salário do estado para todos os funcionários. E por isso Geraldo exige a alma de seus funcionários. Quase literalmente.
 - Sim...
  - Vocês foram selecionados dos melhores. Temos regras rígidas, que alguns considerariam absurdas.
 - Sim dona Adriana. Como sermos solteiros, não termos família, sermos perfeccionista diante do horário. Mas uma dos grandes bônus que a empresa me deu está sendo muito mais exigente que a minha própria função aqui dentro.
 - Seja mais clara senhorita Abigail!
 - O senhor Geraldo não só oferece, como exige que moramos em casas que o senhor Geraldo seja o dono. Que dividamos a casa com um dos colegas, que ele escolhe. Sei disso. Mas minha colega, a Amanda, é uma mulher muito difícil.
- Ele sabe disso dona Abigail. Ele sabe de tudo. E não proposital que ele colocou vocês duas juntas nesse apartamento. Tente entender o que ele queria com isso. E nem tente falar com ele sobre isso. Ou seu emprego está em risco.
Abigail abaixa a cabeça triste. E fala:
 - Sim senhora.
 - E dessa vez dona Abigail sem celular no serviço sim. Viu como ele ouviu seu celular tocando ontem.
 - Sim senhora. Hoje já coloquei no silencioso. Agora vamos que vai dar a hora de irmos para nossas lugares.

  Adriana sai de trás da mesa e sai da sala entrando num corredor luxuoso, com tapeçaria por todo longo corredor, lustres de cristais enormes no teto alto. Lá fora, várias pessoas esperavam as duas terminarem a reunião. Entre elas Amanda e Aldo, que conversavam baixinho.
   - Olha só a cara da bruaca quando saiu do escritório junto com a bruaca dois. Com certeza estava dando peti de novo porque falei umas boas para ela. Acredita que ela deixou o celular no silencioso, e ele não despertou.
  - Mas você é demais Adriana! Porque não coloca seu celular para despertar.
  - I meu filho. Perdi meu celular descarregado tem uma década no meu guarda-roupa e não encontro.
  Adriana olha a todos e fica vermelha.
  - Gente! Cadê o Gustavo?
  - Quem? – Pergunta Amanda com um sorriso.
  - Quem faz faxina no quarto do chefe. – Diz Abilío.
- Uai, nunca vi ele. – Diz Amanda para Aldo.
- É porque você nunca sai da escada. – Fala rindo Aldo.
- Ele teve que passar para comprar o jornal numa revistaria mais longe Adriana e eu vim primeiro. – Avisa Horácio, um jovem magro e muito branco. – Ele ligou a dois minutos e falou que pegou um taxi, mas está preso no transito. Parece que aconteceu algum acidente.
  Adriana se senta numa das poltronas chiques desesperada.
   - E agora? Quem vai limpar o quarto do senhor Aberlado quando ele acordar? Ele fica uma fera quando vê qualquer pó no quarto dele quando ele acorda.
  Amanda fala levantando a mão.
  - Dona Adriana. Eu posso ir. Depois que ele for embora eu limpo as escadas. Afinal de contas, ele só desse do prédio de elevador. Nunca vai perceber que as escadas vão demorar mais tempo do que o normal para serem limpas.
  - Você não Amanda! – Diz Abigail nervosa. – Se o senhor Geraldo conhecer você te demite em dois tempos.
  - Porque ele iria fazer uma cagada dessas?
  Todos olham para ela com cara de assustados.
  - Tá bem gente. – Diz ela meio nervosa. – Eu vou tentar me controlar perto dele. Porque pensa bem gente. Você Abigail é a secretária particular dele, o Horácio o jardineiro, o Aldo motorista e você Adriana, é o braço direito dele aqui na casa. Não tem nem como vocês saírem das suas funções. Agora eu sou a única trouxa que pode fazer isso. E não é tão difícil assim servir um café da manhã para o senhor Geraldo, e limpar o quarto dele.

 - Tudo bem Amanda. Vai. – Diz Adriana respirando melhor. E levantando para ir ao seu lugar de sempre. – Espero que o senhor Geraldo aceite essa desculpa que o seu Gustavo vai dar. 

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