Parte 8 – Gustavo e Angélica

  Parte  8 – Gustavo e Angélica
  14 de março de 2015 – 07: 55

    Angélicae Gustavo entram numa loja de camisas. Ela já pega uma e mostra para ele.
    - Olha essa. É linda.
   Gustavo rindo pega a camisa e olha o preço, e arregala o olho com o preço.
   - Mas isso é o preço do meu salário duas vezes.
   - Já te falei para não se preocupar com isso. Gostou ou não?
   - Gostei mais... – Angélicajá vê um vendedor e fala:
   - Então vamos levar essa. – Entregando a camisa ao vendedor.
   Quando ela olha para o lado e vê que a loja tinha uma lanchonete para os clientes.
   - Uau, estou precisando de um café.
   - Ei. – Diz Gustavo puxando o braço dela. – Eu acho que você não entendeu que eu estou muito atrasado para o meu serviço. Isso se eu já não tiver sido demitido.
  Angélicase vira falando.
  - Eu acho que, quem não entendeu, foi você. – Diz ela continuando indo até o café. – Eu já te falei que, podemos dizer, tenho muita influências com o Geraldo.
   - O que não entendi é de onde você o conhece? É uma colega de serviço dele? Parece ter tanto dinheiro como ele.
   Ela se vira rindo e fala:
   - Eu sou a mulher dela.
  Ela se senta em uma das cadeiras do chique lanchonete que tinha na loja. E chama um garçom levando um dedo. Gustavo olha esbugalhado para Angélicafalando:
   - Eu nunca soube que ele tinha uma mulher.
   - Acho que ninguém sabe. Ele não quis falar para ninguém.
   Gustavo se senta e fala:
   - Porque ele iria esconder você de alguém? – Diz Gustavo fazendo um leve elogio a beleza da mulher.
   - Porque eu não fui a mulher ideal para ele.
     Não nos conhecemos. Desde a barriga da minha mãe, fui planejada para casar com ele, que já tinha dois anos. As nossas famílias queriam fortificar a associação da empresa que hoje Geraldo trabalha. Crescemos sabendo que íamos ser algum dia um para outro. E sofrendo do mesmo mau. Pais ausentes. Nos chorávamos a magoa juntos. Éramos filhos únicos. E planejamos que quando fossemos nos casar iria ser diferente. Não iriamos trabalhar o dia inteiro. Iriamos viajar, conhecer lugares diferentes, conhecer culturas diferentes. E foi assim, até que crescemos, realmente casamos, e ele assumiu a empresa. Ele teve que virar exatamente igual nossos pais. E eu fiquei presa a esse casamento, porque tinha uma clausula no nosso casamento que se nos separássemos, a empresa ficaria para o outro quem não pediu a separação.  Decidimos que eu poderia ir viver nosso sonho de infância e ele cuidaria do novo sonho dele, cuidar da empresa da nossa família. Mas continuamos casados.
   Angélicas e vira para Gustavo e fala:
   - Você acha que eu sou egoísta?
   Gustavo fala com carinho para Angélica:
   - Acho a senhora muito corajosa. Não é todo mundo que tem coragem para largar tudo e viver seus sonhos. Tanto que o senhor Geraldo não fez isso.
   - Obrigada. Ainda não sei o seu nome.
   - Gustavo.  E eu também não sei o seu, apesar de trabalhar a doze anos para a senhora.
   - Angélica.
  O funcionário da loja se aproxima oferecendo a sacola de compra para eles.
   - Aqui está madame.
   - Obrigada. Vamos Gustavo?

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